Olhos nos olhos, dedos entrelaçados e um medo real instalado no coração. Pisco repetidas vezes temendo que não seja real, esperando que permaneça. Não saberia dizer há quanto tempo estamos assim a nos encarar e pra dizer a verdade não sei nem ao menos dizer se tudo isso é real ou não.
É claro que lembro de cada palavra, cada movimento e toque seu... mas já não sei dizer se tudo isso é apenas fruto de minha imaginação. Não gosto de me prender em frases clichês tais como "bom demais pra ser verdade", o termo que caberia aqui tenderia mais ao "pessimista demais para acreditar".
Te peço a cada passo que não me entendas mal, que não me deixe perder em devaneios, que me aceite assim tal qual sou. Que compreendas que te aperto forte em um abraço por ter medo de ter te inventado e porque necessito de você perto de mim. Peço também que espere por minhas manifestações, pois elas são relutantes, porém mais do que verdadeiras.
Explico, complico, me perco... é um círculo vicioso sem fim. As vezes até me pego tentando explicar para as paredes do meu quarto essa montanha russa em meu peito. Esse descompasso, a aritmia. Me sinto sem reação, assistindo a teus movimentos, a tua desenvoltura em lidar com teus sentimentos e até a falta deles.
Evito teus olhos. Desde o começo era isto que queria te dizer: evito teus olhos. E sei que me entendes mal, mas se tivesse coragem te diria apenas a verdade. Evito teus olhos pois tenho medo que enxergue tudo que sinto e tenho fugido, tudo que sou e não te agrada.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
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