sábado, 23 de abril de 2011

Névoa

Hoje tive um sonho muito estranho, envolto em névoa. Desses sonhos que parecem premonição. Estávamos em uma casa grande, cheia de quartos e muito confortável. Quando entramos ali parecia aconchegante e quente, mas me senti como se estivesse invadindo o lugar de alguém, um refúgio. Você me acompanhava com confiança, como se conhecesse cada parte daquele lugar, mas me deixava guiar o caminho.
E de repente, como é muito comum nos sonhos, tudo tinha mudado. Pessoas estavam por todos os lados conversando, rindo e apesar de isso parecer ainda muito bom, você não estava lá. Foi ai que a névoa apareceu. Como um estalido no ouvido e leve surdez que se segue disso, ou a sensação depois de beber alguns copos de bebida. O que as pessoas falavam ao redor era desconexo e sinceramente não importava muito. Rodava a casa como louca e... parecia te ver em cada sombra conversando com outro alguém que não eu. Cada roda de amigos, cada canto escuro. Escutava sua risada, sentia seu cheiro e não te via. No sonho a casa ainda era grande e cheia de quartos, mas já não tinha teto e grama crescia furtiva por entre as frestas do piso encerado.
Acordo assustada. Alugém está batendo na porta e me deixando nesse estágio entre sonho e consciência onde você não sabe dizer o que é real ou não. O coração acelerado, confusão. Uma necessidade indefinida e indescritível de te ver, escutar sua voz... te abraçar. Olho ao redor... estou sozinha.

sábado, 9 de abril de 2011

"O amor acaba"


A luz no fim do túnel se apaga, "o amor acaba." Mas quem liga? Gosto mesmo é do escuro. Do meu conforto desconfortável, de conversas intermináveis, de um querer sem querer... Gosto mesmo é das frases gritadas sem pudores... de correr e gritar até faltar o ar. De madrugadas com um copo na mão, o cigarro na outra e uma discussão eterna a respeito de uma filosofia barata. Porque no final são essas coisas que tornam momentos inesqueciveis, algo que vem de dentro.
Não precisamos de um caminho, um objetivo... precisamos mesmo, e desesperadamente, de poesia, de música e de pessoas dispostas a caminhar junto, a errar e a rir de si mesmo. Precisamos nos importar menos com a opinião dos outros e até com o nosso próprio julgamento. E quando tudo estiver perdido vou precisar da sua mão segurando a minha e de que me diga "joga tudo pro ar e vem comigo"... e eu vou.