Você falava sem parar e essa era só mais uma de suas milhares de manias. Coisas que me afastavam e me apoximavam de você como a correnteza do mar. Querendo-te e afastando-te.
Mania de apertar minha mão e encarar o chão, de morder os lábios e sempe terminar uma conversa como começou. De me abraçar como se o mundo fosse acabar e... a mania de mudar de assunto. Mania de ser forte, de não perder a graça, o encanto, o mistério. Essa mania de falar da lua como se ela influenciasse seu humor como influencia a maré. Mil manias entelaçadas que tentam disfarçar sensibilidade e permeabilidade. Mania de querer próximo o que afasta e de aproximar o que quer longe.
Eu andava pela rua chutando pedras esses dias disfarçando essa vontade imensa de bater na tua porta, de te ligar só pra dizer "oi" e pronto. E pensando em todas aquelas coisas que deixo ficarem presas aqui no fundo da garganta, quase saindo. Aquele espacinho de garganta que parece um nó. Eesse nó que vai apertando e apertando e vai dando um desespero.
E foi o nó na garganta que me fez perceber quanta pedra ando chutando pra dizer o que já disse e não preciso dizer e quanta coisa eu deixei de ouvir po causa do barulho das pedras rolando. E percebi que a tua mania é a minha mania. Essa mania de fingir não sentir, de se segurar. De abraçar apertado e desconversar. E foi por causa das pedras que andei chutando na rua e dessa chuva fina e gelada caindo lá fora que eu acabei na sua porta segurando uma garrafa de vinho barato. Sem desculpas ou motivos, só um vinho barato.
E a maré está alta, amor... a lua está cheia por trás dessa nuvem.
Olá!
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