terça-feira, 20 de abril de 2010

Nó na garganta

Quando chegar a hora a vida tratará de gritar na minha frente o que eu não quis escutar em sussurros de você. As circunstâncias da vida nos coloca por vezes em encruzilhadas onde devemos escolher entre nós e nós mesmo. Essa é a conseqüência de todos os nossos atos, o resultado de cada pequena escolha no passado. É o que você não soube aprender sozinho.
E o tempo é relativo, mas ele vem. Ele vem para todos, de uma forma ou de outra. E o que sobra é pensar no que se aprendeu e o que valeu a pena. E a única coisa que posso prometer além de que não explicarei sentidos perdidos em entrelinhas é que não esquecerei. Por ser a única coisa da qual agora tenho certeza. Afinal, quem pode prometer esquecer?
Ah... não. Tenho certeza de outra coisa também. Que roubaria trechos de todos os poemas, textos e músicas que andei lendo ultimamente para poder te contar tudo o que eu queria te dizer, mas não vou. Eles podem saber explicar muito bem emoções, mas não podem explicar minhas razões. Nem eu mesma poderia explicar minhas razões.

"Quando você vai embora de nós o pronome parte-se ao meio, você diz que só leva o "s", mas de que adianta? Se comigo sobra o nó... na garganta."

Esse nó, ainda na minha garganta.

2 comentários:

  1. Amei esse texto. Foi o que eu mais gostei até agora.
    Mas vc jah sabe o q eu penso sobre seus textos ;)

    bjao
    Viola

    ResponderExcluir
  2. hum...explicar razoes... emocoes... isso me lembra uma musica...de uma certa banda emo...rsrsrs..

    Brincadeiras a parte...seus textos tao mto bons..=D..to curtindo..

    beeejos dri..
    Saudades..

    ResponderExcluir